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Tipo do documento: Tese
Título: Território, poder e as múltiplas territorialidades nas terras indígenas e de pretos : narrativa e memória como mediação na construção do território dos povos tradicionais
Título(s) alternativo(s): LAND, POWER AND THE MULTIPLE territorialities IN BLACK AND INDIGENOUS LANDS: narrative and memory as a mediator in the construction of the territory of traditional peoples.
Autor: Silva, Maria Ester Ferreira da
Primeiro orientador: Conceição, Alexandrina Luz
Resumo: Esta Tese apresenta uma discussão sobre a emergência das territorialidades negras e indígenas como responsáveis por uma nova modalidade de estrutura fundiária que vem construindo novas oportunidades de acesso a terra através do discurso da identidade. Negros e indígenas baseados no artigo 68 ADCT (Ato das Disposições Constitucional Transitória) vem se organizando através das narrativas étnicas e da memória coletiva na construção de um espaço de luta onde procuram a reconstruir antigos territórios ou recriarem novas condições de sobrevivência através do uso da terra. O sentido histórico de se escrever uma geografia dos vencidos é o sentimento maior que perpassa esta pesquisa. Diversos foram os mecanismos utilizados para que índios e negros tivessem suas falas silenciadas. Pelas tramas urdidas na violência do processo colonizador índios e negros foram silenciados e hoje através da perspectiva da narrativa pautada na oralidade eles têm a oportunidade de contar as suas geografias, suas histórias, as suas subjetividades que foram destruídas no arbítrio da hegemonia do colonizador. Ao problematizar os diferentes territórios que constituem hoje o território brasileiro, mas precisamente na cidade de Palmeira dos Índios se faz necessário à reflexão sobre a geografia material objetivada no espaço terrestre, bem como o discurso geográfico acerca de tais realidades, utilizando-se para tanto dos pressupostos que a História nos oferece, enquanto ciência que se ocupa da rememoração, da retomada salvadora pela palavra de um passado que sem isso, desapareceria no silêncio e no esquecimento como também da Geografia Histórica entendendo que os discursos geográficos variam por lugar, variam por sociedade, mas principalmente pela época em que foram gerados. Esta pesquisa se inscreve neste âmbito, ela parte do pressuposto que os negros e índios têm muito a contar sobre a geo-história da formação do território brasileiro, uma história e uma geografia que não está escrita nos livros, nem registrada nos meios de comunicação de massa (rádio, televisão e cinema), e, portanto desconhecida por grande parte da população. Essa nova Geografia baseada na memória testemunho onde tanto os sonhos não realizados e as promessas não cumpridas, como também as insatisfações do presente apontam como possibilidade metodológica, essa re-escritura que se dá em camadas como um palimpsesto aberto a infinitas releituras e reinscrito. Nesse sentido a busca por outra geografia do território desafia a escrever as diferentes geografias colhidas nos relatos dos povos negros e indígenas que tiveram seus territórios sobrepostos no avanço das forças produtivas na organização do território brasileiro. Sobre essas geografias absurdas e negadas pela historiografia oficial emerge a importância da narrativa onde o cuidado com o lembrar, seja para reconstruir um passado que nos escapa, seja para resguardar alguma coisa da morte dentro da nossa frágil existência humana aponta as possibilidades de ler as histórias que a humanidade conta de si mesma como expressão das diversas classes, e dos diferentes tempos que se objetivam na realidade.
Abstract: This thesis presents a discussion about the emergence of the black and indigene territorialities as responsible for a new modality of an agrarian structure that has been building new land access opportunities through the discourse of identity. Black and indigene people based on the clause 68 ADCT (Ato das Disposições Constitucional Transitória Act of the Transitory Constitutional Dispositions) have been organizing themselves through the ethnic narratives and the collective memory in the construction of a struggle space where they try to rebuild old territories or new survival conditions through the use of the land. The historical sense in writing a geography of the defeated is the major feeling that passes by this research. Many were the mechanisms utilized for removing the freedom of speech from indigene and black people. By the plots contrived in the violence of the colonizer process, indigene and black people were silenced and today through the perspective of the narrative directed on the orality they have the opportunity of telling their geographies, their histories, their subjectivities that were destroyed in the will of the colonizer hegemony. When rendering problematic the different territories that comprise the Brazilian territory today, more precisely in the city of Palmeira dos Índios, it is necessary to do a reflexion about the material geography objectified in the terrestrial space, as the geographical discourse about such realities, utilizing itself as for the pretexts that History offers, as science that occupies itself in the remembrance, from the saviour retaking for the word of a past that without it, would disappear in the silence and in the oblivion as also from the Historical Geography understanding that the geographical discourses vary according to the place, according to the society, but mainly according to the time that they were generated. This research inscribes itself in this ambit, it starts from the pretext that the black and indigene people have a lot to tell about the geo-history of the Brazilian territory formation, a history and a geography that is not written in books, not even registered in the means of mass communication (radio, television and cinema), and, therefore is unknown by greater part of population. This new Geography based on the testimonial memory where the dreams not realized and the promises not accomplished, and the displeasures of the present point as methodological possibility, this re-write that is given in layers as a palimpsest open to infinity rereadings and rewriting. In this sense, the seek for another geography of the territory challenges to write the different geographies gathered in the reports from the black and indigene people that had their territories superimposed in the advance of productive forces in the organization of the Brazilian territory. About these absurd and denied geographies by the official historiography emerges the importance of the narrative where the care about the remembrance, either for rebuilding a past that escapes from us, or for guarding anything from death inside our fragile human existence points to the possibilities of reading the histories that humanity tells about itself with the expression from several classes, and from several different times that objectify in the reality.
Palavras-chave: Território
Povos tradicionais
Narrativa
Territory
Traditional people
Narrative
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Universidade Federal de Sergipe
Sigla da instituição: UFS
Departamento: Geografia
Programa: Pós-Graduação em Geografia
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://bdtd.ufs.br/handle/tede/2113
Data de defesa: 9-Ago-2010
Aparece nas coleções:Doutorado em Geografia

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