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Tipo do documento: Dissertação
Título: Do chão da terra ao chão da fábrica: as formas contraditórias da apropriação do capital no espaço agrário
Autor: Souza, Dayse Maria 
Primeiro orientador: Conceição, Alexandrina Luz
Resumo: A presente dissertação de mestrado tem como objetivo analisar o processo de reestruturação produtiva no novo modelo de acumulação flexível e sua interferência na produção e reprodução das relações sociais de produção. Em pleno desemprego estrutural o capital que na sua essência se reproduz de forma contraditória, subordina o trabalho no campo e na cidade para garantir a super extração de mais valia, através da mobilidade do trabalho. Para compreender esse processo no espaço agrário no município de Barro Preto/BA é fundamental analisar a inserção da relação capital e trabalho no novo formato de acumulação financeira nas diferentes escalas geográficas. A pesquisa em questão adotou o método do materialismo histórico dialético, por esse entender os conflitos construídos historicamente a partir da ação das diferentes classes sociais em seu movimento contraditório. Revelando como o espaço a partir da categoria território é apropriado pelo capital e como às relações sociais se materializam e redefinem o mesmo território no processo global de acumulação capitalista. Para entender esse processo foram elaboradas reflexões da forma como o Estado garante as bases para a territorialização do capital, principalmente a partir de investimentos em infra-estrutura, incentivos fiscais, políticas de créditos e implementação de políticas modernizantes (inserindo os pacotes tecnológicos) a partir da criação de órgãos institucionais e centro de pesquisa, como por exemplo, o Instituto de Cacau da Bahia (ICB) e a Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira(CEPLAC) modelando assim o espaço para o capital. Tais ações, ao mesmo tempo em que provocaram a subordinação da produção camponesa ao capital, acentuaram e concentrou terras, tornando a força de trabalho do campo verdadeiro exército de reserva para o capital. O debate sobre o processo de financeirização e o novo formato de acumulação capitalista foi necessário para entender como se dá a exploração do trabalho na lógica de acumulação em pleno processo de crise estrutural do capital, marcado pela intensa busca da extração de trabalho não pago. A pesquisa permitiu desvendar a forma contraditória em que o capital se territorializa no espaço agrário do município de Barro Preto materializado nas novas formas de exploração do trabalho, onde a força de trabalho tornada, no campo, supérflua para o capital, é explorada em maior quantidade no chão da fábrica, especificamente na Indústria de Calçados Vulcabrás-Azaleia, revelando como o capital se apropria do território criando novos modelos de produção, seja no campo ou na cidade. Ao mesmo tempo, que na mobilidade do trabalho essa força de trabalho - em sua grande maioria jovens, filhos de camponeses e de trabalhadores assalariados - encontra-se disponível para ser explorada pelo capital de forma perversa e insaciável.
Abstract: La presente disertación de maestría tiene como objetivo analizar el proceso de reestructuración productiva en el nuevo modelo de acumulación flexible y su interferencia en la producción y reproducción de las relaciones sociales de producción. En situación de plena desocupación estructural, el capital que, en su esencia se reproduce de manera contradictoria, subordina el trabajo en el campo y en la ciudad para garantizar la súper extracción de plus-valía, por medio de la movilidad del trabajo. Para comprender ese proceso en el espacio agrario de la municipalidad de Barro Preto/BA, es de fundamental importancia analizar la inserción de la relación capital y trabajo en la nueva forma de acumulación financiera de las distintas escalas geográficas. La investigación en cuestión adoptó el método del materialismo histórico dialéctico, porque comprende los conflictos construidos históricamente, desde la acción de las diferentes clases sociales en su movimiento contradictorio. Desnudando como el espacio desde la categoría territorio es apropiado por el capital y como las relaciones sociales se materializan y redefinen el mismo territorio en el proceso global de acumulación capitalista. Para entender ese proceso fueron elaboradas reflexiones de la forma cómo el Estado garantiza las bases para la territorialización del capital, principalmente a partir de investimentos en infra-estructura, incentivos fiscales, políticas de créditos e implementación de políticas modernizantes (con la inserción de los paquetes tecnológicos) desde la creación de órganos institucionales y centro de pesquisa, como por ejemplo, el Instituto de Cacau da Bahia (ICB) y la Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), modelando de esa forma el espacio para el capital. Tales acciones, al tiempo en que provocaron la subordinación de la producción campesina al capital, acentuaron y concentró tierras, haciendo de la fuerza de trabajo en el campo, verdadero ejército de reserva al capital. El debate sobre el proceso de financierización y el nuevo formato de acumulación capitalista fue necesario para entender como se da la explotación del trabajo en la lógica de acumulación en pleno proceso de crisis estructural del capital, marcado por una intensa búsqueda de extracción de trabajo no pago. La investigación permitió desvendar la manera contradictoria que el capital se territorializa en el espacio agrario de Barro Preto, traducido en las nuevas formas de explotación del trabajo, dónde la fuerza de trabajo tornada, en el campo, superflua para el capital, es explotada en mayor cantidad en suelo de la fabrica, específicamente en la Industria de Calçados Vulcabrás-Azaléia, revelando como el capital se apropia del territorio creando nuevos modelos de producción, sea en el campo o en la ciudad. Al tiempo en que la movilidad del trabajo esa fuerza de trabajo en su mayor parte jóvenes, hijos de campesinos y de trabajadores asalariados, encuentra-se disponible para ser explotada por el capital de forma perversa y insaciable.
Palavras-chave: Geografia agrícola
Trabalho - Aspectos econômicos
Mobilidade de mão-de-obra
Mão-de-obra
Agricultural geography
Labor mobility
Manpower
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
Idioma: por
País: 
Instituição: 
Sigla da instituição: 
Departamento: Geografia
Programa: Pós-Graduação em Geografia
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://bdtd.ufs.br/handle/tede/2125
Data de defesa: 7-Out-2011
Aparece nas coleções:Mestrado em Geografia

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